sexta-feira, 27 de junho de 2008

Ser ou não ser espanhol ... eis a questão

Olá, ou diria ... Olé!

Está decidido! Quero ser espanhol! Andei com algumas dúvidas relativamente à minha pátria mas, depois do último jogo da minha (nova) selecção de futebol preferida, caíram todas por terra. QUERO SE ESPANHOL! Eis as vantagens:





- Gasto menos em gasolina;
- Ganho mais ao fim do mês;
- Tenho melhores serviços de saúde;
- Posso ser padrinho :))) ;
- A minha selecção vai ser campeã da Europa;
- Pago menos IVA (teria um carro melhor);
- Tenho as sevilhanas o botelón e as tapas.



Podia continuar .... São só coisas boas! Olé!



(momento de reflecção)



Mas depois de reflectir um pouco, chego à assustadora conclusão de que passaria a ser un gran cabrón hermano, e deixaria de ter a simpatia, inteligência, capacidade de desenrascanço e estupidez de um tuga normal.

Colocando as coisas deste ponto de vista (re)decidi que vou passar a ser Alentejano... nem carne nem peixe.

2 comentários:

provocação disse...

Somos mais dependentes dos espanhois que o que pensamos, reparem, grande parte do comércio e industrias a laborar em Portugal detentoras do sustento de muita gente são made in spain, a fecharem.... drama. As fronteiras marítimas e terrestres de Portugal para o resto da Europa passam TODAS por terreno Espanhol, se os manitos fizessem birra e nos proibissem de passar... drama. Grande cliente que temos inclusivé no que produzimos passa também por ser Espanha, encomendas canceladas=drama. Agora digam-me somos independentes em quê? Ilusão mera ilusão... presos como estamos aqui no cantinho, mantenhamos a língua, a bandeira e se fizerem questão o hino porque por mim tou de bandeira branca a pedir desculpa por os termos expulso há uns anitos. (em cúmulo até é uma espanhola a desanuviar o Cristiano.... se ela lhe falha, drama)

Zé da Moeda disse...

Acredito que muita dessa dependência passa pela facilidade com que "engolimos sapos". Não somos todos assim... a tendência é para inverter.
Acontece que, quem dirige este país e quem é dirigido (e contra mim falo), não o faz de acordo com os príncipios partidários e tradicionais populares/nacionais (não falo de radicalismos, mas sim em manter a nossa identidade), mas de acordo com o trote do dinheiro. Por isso concordo em parte com o que comentou. Sim estamos extremamente dependentes, financeiramente, porque somos pobres (também em espírito) e ainda bem que não somos espanhóis. Temos que lutar para sermos melhores, não para sermos espanhóis ou franceses ou outra coisa qualquer.
Infelizmente, o Alentejo (e interior de Portugal) é visto, aos "nossos" olhos como uma região autónoma, independente, esquecida ... fora de Portugal e não dentro de Espanha.
Crítico severamente a inércia em fazer avançar a riqueza do nosso interior.